Dez jovens são indiciados por danificar imóveis em Bauru

Eles são acusados de pichar e depredar ao menos 25 construções na cidade do interior de São Paulo

Jair Aceituno, especial para O Estado de S.Paulo

09 Dezembro 2008 | 21h50

A polícia de Bauru identificou e indiciou dez jovens acusados de nos últimos meses ter provocado grandes danos à cidade. A partir da caligrafia de pichações, impressões digitais, cabelos e até sangue colhidos em locais onde os grupos atuaram, as investigações chegaram aos autores. São oito menores, com idades de 14 a 16 anos e dois maiores, com 18 e 20 anos, que já picharam e depredaram pelo menos 25 imóveis. Todos foram ouvidos e deverão responder civil e criminalmente pelos danos. No caso dos menores, a reparação será cobrada dos pais. Em busca da materialidade dos crimes, as equipes de investigadores cumpriram na segunda-feira, 8, dez mandados de busca e apreensão. Recolheram telefones celulares, cadernos e até a CPU de um computador contendo as "receitas" e a grafia das pichações. Na casa de um dos denunciados foram apreendidas 35 latas de tinta spray de diferentes cores. O delegado Abel Cortez, um dos responsáveis pela operação, disse que, além do crime ambiental e de furto em alguns casos, os envolvidos também deverão ser processados por formação de quadrilha, pois ficou provado que agiam em conjunto. As pichações aumentaram muito em Bauru, nos últimos meses. Durante uma tarde, no começo de outubro, um grupo de jovens pichou o prédio na Avenida Duque de Caxias, uma das mais movimentadas da cidade, e ainda colocou o filme da ação no site de vídeos Youtube. Há um mês, um prédio de 12 andares em fase de acabamento foi pichado e os envolvidos ainda atacaram o cão Rottweiler que guardava o local, além de depredarem o local. O administrador da obra disse que os danos representam R$ 50 mil em prejuízos. A polícia não revelou os nomes dos envolvidos mas informa que entre eles existem jovens de classes baixa, média e alta. Promete agir com rigor para acabar com as pichações. Por não terem sido presos em flagrante, os acusados responderão aos processos em liberdade.

Mais conteúdo sobre:
pichadorespolícia civilbauru

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.