'Deveriam atualizar brinquedos, não fechar'

Na década de 1970, o cabeleireiro Celso Afonso, de 74 anos, já levava os filhos Ricardo e Carla ao Playcenter para brincar. Ele nunca teve muita paciência para as longas filas características do parque, mas as encarava pelos pequenos. "A gente comprava o ingresso e ficava tanto tempo esperando que, no fim, a gente conseguia ir a quatro ou cinco brinquedos, no máximo."

CAMILA BRUNELLI, O Estado de S.Paulo

20 Março 2012 | 03h01

As crianças, diz Afonso, se divertiam muito. "A gente acabava indo junto nos brinquedos para encorajar (as crianças), dar um apoio", lembra ele. "Ricardo sempre gostou de brinquedos com carrinhos. Até hoje, ele adora carro, tem quatro." Aos 42 anos, Ricardo agora é diretor-superintendente de um shopping center da capital paulista e chegou a levar os filhos, de 6 e 11 anos, ao parque.

Para Afonso, trata-se de uma "jogada de marketing" a notícia sobre o fechamento do parque.

Para o administrador de empresas Paulo Saldanha, de 44 anos, é um lamento. "Acho que deveriam atualizar os brinquedos do Playcenter em vez de fechá-lo." Saldanha esteve algumas vezes no parque, mas uma delas o marcou em especial. "Tinha 12 anos e a mãe de um amigo nos levou até lá. Foi uma grande aventura, ficamos lá, sozinhos, com dinheiro, até a noite." Saldanha tem dois filhos, porém nunca os levou ao parque.

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