Deve-se entrar nas faculdades e mudar

Uma prova de conhecimento como a do Cremesp é um indicador que preocupa. Ele ainda é restrito, mas mostra que temos de investir em avaliação. Temos enfatizado a construção de uma cultura em que a avaliação não aconteça só no fim do período, mas no dia a dia da atividade, que seja construtiva e possa ser ajustada em relação aos objetivos. É importante ter condições de fazer avaliações e correções ainda durante a formação do profissional.

ANÁLISE: Jadete Barbosa Lampert, presidente da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2014 | 02h04

Tem chamado a atenção também a necessidade de capacitação dos professores. O que aparece claramente quando avaliamos as faculdades é a falta de estrutura do próprio sistema de saúde, durante a formação do médico, assim como a capacitação do corpo docente. Os professores, em sua maioria, são profissionais que assumem a docência, mas não chegam a ter uma preocupação com a formação docente. E o MEC não pontua devidamente a atividade de ensino, e sim pesquisa e titulação. Então não motiva e não incentiva a capacitação. É preciso entrar nas faculdades para questionar e construir juntos um novo sistema. Temos uma responsabilidade social perante a sociedade.

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