Deve-se construir um centro comercial na área do Jockey?

Debate

, O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2010 | 00h00

Luís Eduardo da Costa Carvalho

Sim

Trata-se da criação de perspectiva de revitalização do turfe carioca e, consequentemente, do turfe brasileiro. A atividade precisa ser revitalizada e são os recursos vindos de um empreendimento dessa natureza que vão permitir esse movimento. Beneficia-se o turfe e o quadro social do Jockey, ao liberar recursos para investimentos na área social. Também é de interesse da cidade, porque é uma área hoje fechada que vai tornar-se pública. Além disso, as construções serão de um nível que não afeta os prédios vizinhos. Vamos preservar as principais ruas das vilas hípicas e a arborização existente.

É PRESIDENTE DO JOCKEY CLUB BRASILEIRO

Ricardo Villar

Não

Aquele já é um local saturado, adjacente a dois acessos da Barra da Tijuca (zona oeste). Se houver um volume ainda maior de entrada e saída, teremos mais um problema. Pior que isso seria a transformação de uso do terreno. Aquele espaço foi doado para ser clube esportivo. Se o Jockey virar campo de comércio, em vez de campo hípico, será desvirtuada a intenção inicial de prover o Rio de Janeiro de clubes que deem suporte ao lazer do carioca, além de embelezar a capital. Se isso ocorrer, será criado um precedente e os outros clubes da orla da Lagoa poderão querer fazer o mesmo.

É URBANISTA E VICE-PRESIDENTE DO INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL (IAB-RJ)

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