EDISON TEMOTEO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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Detidos por chacina são responsáveis por 23 mortes e 7 tentativas

Segundo Alexandre de Moraes, comando da PM em Osasco deve ser 'mudado em breve' por causa da série de ataques

Alexandre Hisayasu, O Estado de S. Paulo

08 de outubro de 2015 | 19h02

SÃO PAULO - Os cinco policiais militares e o guarda-civil metropolitano presos na manhã desta quinta-feira, 8, suspeitos de envolvimento na maior chacina da história de São Paulo são responsáveis por 23 mortes e sete tentativas de homicídio que ocorreram entre os dias 8 e 13 de agosto, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

A motivação para os crimes foi o assassinato do cabo da PM Avenilson Pereira de Oliveira e de um guarda-civil. No dia 8 de agosto, ocorreram cinco mortes em Osasco (4 relacionadas aos suspeitos) e, em seguida, a chacina que deixou 19 mortos e cinco feridos na Grande São Paulo.

Segundo o secretário da Segurança Pública do Estado, Alexandre de Moraes, o comando da PM de Osasco, por causa dessa série de crimes, "deve ser mudado em breve". Quando questionado se existe grupo de extermínio na polícia, Moraes rebateu: "não existe grupo de extermínio. Existem pessoas que matam".

O Coronel Levi Felix, da Corregedoria da PM, disse que "não dá para saber quantas pessoas estão envolvidas na chacina" e que "é investigada a participação de mais policiais no caso". "É um comportamento abominável", declarou Felix sobre os policiais militares detidos. 

Mais presos. Além dos cinco policiais militares detidos na manhã desta quinta, outros dois PMs foram presos em casa, depois de trabalhos de busca e apreensão do caso. Com eles, foram encontradas armas e munição irregulares. 

Em Carapicuíba, também foram detidos mais três policiais militares por suspeita de envolvimento em uma chacina que deixou quatro mortos na frente de uma pizzaria da cidade no dia 19 de setembro. 

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