Determinada quebra de sigilos de acusados de pedofilia em SP

Justiça e CPI querem analisar arquivos digitais, como e-mails e Orkuts, e telefônicos da rede de Catanduva

Chico Siqueira, O Estado de S.Paulo

03 Março 2009 | 18h44

A Justiça determinou nesta terça-feira, 3, a quebra dos sigilos telefônico e digital dos acusados de integrar a rede de pedofilia de Catanduva. Entre os acusados estão um médico, um empresário e um grande comerciante. A exemplo da Justiça, a CPI da Pedofilia, também vai decretar a quebra dos sigilos de pelo menos 20 linhas de acusados, de familiares de vítimas e de outros suspeitos. Segundo o promotor Carlos Fortes, que assessora a CPI, o pedido será analisado ainda nesta semana. A CPI será instalada em Catanduva na próxima quarta-feira.   Veja também: Menina de 9 anos abusada por padrasto em PE irá abortar Todas as notícias sobre pedofilia    Os acusados também terão seus arquivos digitais vistoriados. O MP e a CPI vão requerer aos provedores o conteúdo das páginas no Orkut e troca de e-mails de alguns envolvidos, entre eles William Melo Souza, de 19 anos, sobrinho do borracheiro José Barra Nova Melo, que está preso acusado de abusar de pelo menos 14 crianças.   Melo recusou nesta terça a proposta de delação premiada feita pelo senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia no Senado. Malta se reuniu 1h30 com Melo, mas não conseguiu convencê-lo a falar na CPI em troca de benefícios judiciais. Na saída, Malta ainda fez uma tentativa. "Dei uma semana para ele pensar bem. De qualquer maneira, ele será convocado pela CPI e será condenado pela Justiça, assim como seus comparsas", disse Malta.   O senador suspeita que o borracheiro seja orientado por terceiros. "Ele está com muito medo, parece que está sendo pressionado a ficar calado", afirmou Malta. "Além disso, é estranho ele ter um advogado particular, sem ter recursos para isso", acrescentou.

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