Detentos do CE lapidarão pedras para semijoias

E o que dizer de uma fábrica de lapidação de pedra preciosa em uma prisão? No dia 25, ela será inaugurada no Instituto Penal Professor Olavo Oliveira II, em Itaitinga (CE). O maquinário já chegou e cerca de cem presos estão em treinamento para produzir semijoias. "Queremos mostrar que, se até fábrica de lapidação de pedra pode ser instalada em uma prisão, qualquer outro ramo poderá ser bem-sucedido", diz a secretária de Justiça e Cidadania, Mariana Lobo.

O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2012 | 03h01

Em Mato Grosso do Sul, o destaque são produtos para montaria. Há dez anos, o diretor do Presídio de Paranaíba, José Carlos Marques, decidiu aproveitar o conhecimento de um preso para fazer selas, chicotes e arreios de maneira artesanal. "Preso até pode falar que é bandido, mas jamais imprestável. Ninguém gosta de se sentir assim. Esse trabalho resgata a dignidade."

No Rio Grande do Sul, detentos da Penitenciária Modulada de Montenegro costuram um dos mais tradicionais produtos gaúchos - a bombacha. Segundo o empresário Tiago Moraes, a ideia original era ter só parte do processo produtivo na prisão, mas com o tempo a empresa detectou talentos da costura e agora emprega 25 homens e mulheres. O investimento até 8% mais caro vale a pena. "Bombacha que sai de lá tem melhor qualidade. O comprometimento e o envolvimento são maiores." / C.B.

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