Desta vez, Marta limita-se ao 'nada a declarar'

Há pouco mais de um mês, para minimizar a crise aérea, Marta aconselhou: "relaxa e goza"

Felipe Werneck, da Agência Estado,

18 de julho de 2007 | 19h44

"Não tenho nada a dizer." Foi a única declaração da ministra do Turismo, Marta Suplicy, em referência ao acidente com o Airbus 320 da TAM, ocorrido na noite de terça-feira, 17, e que matou 186 pessoas. Ao desembarcar nesta quarta, no Aeroporto Internacional do Rio Antonio Carlos Jobim, na Ilha do Governador, zona norte da cidade, ela já era aguardada por um motorista e uma agente da Polícia Federal (PF) na frente do prédio administrativo da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) no aeroporto. Marta Suplicy vinha de Lisboa em um vôo da Air Portugal. Veja também: Lista das 186 vítimas do acidente O local do acidente Opine: o que deve ser feito com Congonhas?  Os piores desastres aéreos do Brasil A cronologia dos acidentes em Congonhas Conheça o Airbus A320 Galeria de fotos Assista a vídeos feitos no local do acidente Conte o que você viu e o que você sabe  Ações da TAM registram queda na bolsa   Logo após ela seguir de carro oficial, às 17h45, para a Base Aérea do Galeão, onde embarcaria com destino a Brasília, um assessor da ministra procurou a reportagem e disse: "Ela (Marta) está consternada e ainda tem uma atividade em Brasília."   Quase um mês antes do acidente, durante uma solenidade em Brasília, a ministra havia minimizado os problemas provocados pela crise aérea do País e deu um conselho aos passageiros com problemas em pousos ou decolagens: "relaxa e goza". Na ocasião, diante do espanto dos repórteres, acrescentou :"Ah, gente, é igual a dor do parto. Depois você nem se lembra", disse a ministra.

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