Despachante é morto na formatura da filha

Homem saiu de casa de eventos na Barra Funda para fumar e foi atingido por bloco de concreto durante briga; família da vítima doou órgãos

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2011 | 00h00

Um despachante de 52 anos morreu anteontem em decorrência de um traumatismo craniano causado por um bloco de concreto que o atingiu durante a formatura de sua filha, na sexta-feira, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. O objeto foi jogado na vítima durante uma briga. A polícia tenta agora identificar os responsáveis pelo crime.

No dia da festa, na Expo Barra Funda, a família de Hélio de Souza Ribeiro comemorava a formatura da caçula de três irmãos, Carla, em Educação Física. Segundo a nora da vítima, Patrícia Pereira Ribeiro, o sogro saiu para fumar na calçada quando uma briga teve início dentro da festa. A confusão começou depois que uma mulher teve a bolsa roubada, segundo Patrícia. Ela afirma que os próprios seguranças brigaram entre si.

A confusão acabou envolvendo pessoas que estavam do lado de fora da Expo Barra Funda. Na rua, Carlos, filho de Ribeiro, apanhou de seis pessoas. "Quando vi, meu sogro já estava no chão. Não sabemos quem jogou a pedra", diz Patrícia. Ribeiro ficou internado em coma por três dias no Hospital das Clínicas, mas morreu na segunda-feira.

Estudo. Carla havia sido a primeira filha a se formar na família. Ribeiro ajudou nos estudos pagando os quatro anos de mensalidades na Uni Sant"Anna. No dia da festa, o despachante deu um anel de presente para Carla com um símbolo que representava a futura profissão da filha. "Tiraram a vida do meu pai com uma brutalidade imensa. Fui com meu pai para a minha formatura e voltei sem ele", afirmou Carla ao SPTV, da TV Globo.

O caso está sendo investigado pelo 23.º Distrito Policial (Perdizes), que deve começar hoje a ouvir testemunhas do crime. A polícia tenta identificar os responsáveis por ter jogado a pedra em Ribeiro. A reportagem entrou em contato com a Expo Barra Funda, que não respondeu até as 23 horas de ontem.

Doação. A família do despachante decidiu doar os rins, o fígado e as córneas de Ribeiro. "É um pedaço dele que fica ajudando as pessoas que realmente precisam", disse Dulce Santos Ribeiro, mulher da vítima, ao SPTV. O corpo de Ribeiro foi enterrado ontem.

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