Deslizamento suspende atividades de aterro sanitário em SP

Empresa teria recebido pelo menos oito reclamações de mau cheiro na vizinhança nos últimos dias

13 de agosto de 2007 | 15h34

As atividades do Aterro Sanitário São João, situado na zona leste da capital paulista, foram suspensas nesta segunda-feira, 13. Por volta das 4h30, algumas células de um talude romperam e o lixo caiu sobre a pista que dá acesso ao local. Ninguém ficou ferido.   O lixo é acumulado no local desde 1992. É disposto em forma de pirâmide, com o topo chato. Os patamares estão a cerca de 150 metros de altura, o limite é de 155 metros. O deslizamento aconteceu em três desses patamares, chamados de células, no topo da montanha.   De acordo com a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada à Secretaria do Meio Ambiente do governo paulista, ainda não é possível saber a razão do deslizamento e, em princípio, não verificou-se a existência de algum dano ambiental, apesar de a empresa ter recebido pelo menos oito reclamações de mau cheiro na vizinhança.   Segundo Ricardo Acar, presidente da concessionária que administra o aterro, a EcoUrbis, serão necessários pelo menos 15 dias para regularizar o recebimento de lixo.   O tráfego de caminhões foi suspenso. Por enquanto, o lixo será destinado aos aterros particulares no interior do Estado: Essencis, em Caieiras, e CDR Pedreira. Segundo a EcoUrbis, o aterro deve voltar a funcionar em 15 dias. A coleta domiciliar nas zonas leste e sul, áreas atendidas pela empresa, será mantida normalmente.   Diariamente 7 mil toneladas de lixo doméstico produzido por 6 milhões de habitantes na área de 18 subprefeituras do eixo leste-oeste são depositados no São João. "Vamos refazer a terraplanagem, reconstruir os taludes. Depois cobrir de terra e grama", explicou Acar.

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