Desistências continuam, mesmo no Rio e em SP

Desistências continuam a ser registradas em todo o País. Pelo menos duas cidades paulistas anotaram saídas de médicos brasileiros nesta quarta-feira, 4: Ribeirão Pires, no ABC paulista, e a capital, que receberia seis profissionais e agora está com cinco.

Adriana Ferraz, Wilson Tosta, Roberta Pennafort e Tiago Décimo e Janaína Araújo e Lauriberto Braga, Especiais para o Estado, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2013 | 02h08

No Rio, apenas 3 dos 17 profissionais inscritos começaram a trabalhar. Outros 11 desistiram oficialmente das vagas que pleiteavam, e dois, até o fim da tarde de ontem, não tinham aparecido nem feito contato.

Mesmo no Nordeste, que receberia o maior grupo na primeira fase, os registros vêm aumentando. Apesar de a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador informar que registrou apenas 5 pedidos oficiais de desistência, o número de profissionais que podem não aderir ao programa na cidade poderá chegar a 16 - metade dos 32 homologados.

Na Paraíba, há o caso de Alagoinha, distante só 99 km da capital, onde o médico se apresentou na segunda e não voltou mais. Já em Cajazeirinhas, a 366 km de João Pessoa, a secretária de Saúde Sacha Dantas disse que o médico tentou fazer acordo para trabalhar dois dias na semana - o que foi recusado.

'Doido é tu'. E em Fortaleza até virou piada. Dos 26 selecionados, 11 desistiram, quando souberam que iam trabalhar no Grande Bom Jardim, área mais violenta da capital cearense. As desistências ocorreram anteontem e ontem, quando os profissionais notaram a vulnerabilidade do posto de saúde.

A piada vem do fato de os médicos terem sido recebidos na segunda pelo bloco carnavalesco "Doido é Tu". O que se fala nas ruas é que os médicos que desistiram disseram: "Doido é tu que fica aqui".

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