Werter Santana/ Estadão
Werter Santana/ Estadão

Desfile da Vai-Vai é marcado por confusão e escola pode perder pontos

Agremiação molhou a pista e atrasou desfile da Nenê de Vila Matilde

Júliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2017 | 06h25

A escola de samba Vai-Vai pode perder pontos após uma confusão nos minutos finais do desfile. Ao fechar o portão, três integrantes de apoio ao  grupo, que haviam distribuído bandeirinhas para o público, ficaram ainda na pista. Mas o relógio já havia sido zerado pelos cronometristas da Liga na torre, que oficializaram o fim do desfile sem perceber os membros da escola no lado de dentro da avenida.

Fiscais da Liga começaram a gritar para a torre, avisando que os três membros da equipe da Vai-Vai haviam ficado na pista. O trio percebeu a movimentação e, temendo punição, retirou as camisas da escola. Segundo os fiscais da Liga, agora somente as câmeras poderão mostrar se é caso de perda de pontos por atraso. Por cada minuto de atraso, as escolas perde um ponto.

O presidente da Vai-Vai, Darly Silva, conhecido por Neguitão, disse que vai recorrer caso haja punição e negou ter infringido as normas. "O que conta no regulamento são os componentes do desfile. O julgamento só deve ser feito a quem está fantasiado. Mesmo que esteja com camiseta da escola, não conta", afirmou.

Escola seguinte à Vai-Vai na ordem de apresentação, a Nenê de Vila Matilde se recusou a entrar na avenida por questões de segurança depois que um dos carros da escola do Bixiga deixou um rastro de água com substância escorregadia. O líquido saiu de um dos carros alegóricos da Vai-Vai.

A bateria da Vai-Vai, que encerra o desfile, correu bastante nos cinco minutos finais. Houve princípio de confusão nos últimos metros do desfecho, quando os organizadores da escola pediam que os participantes corressem.

A escola homenageou a Mãe Menininha do Gantois, considerada uma das principais representantes do candomblé no Brasil. Filha de Menininha do Gantois, Mãe Carmen desfilou na comissão sentada em uma cadeira banhada de ouro. Para exaltar a religião, itens  como búzios e máscaras africanas tiveram destaque nos carros alegóricos e nas fantasias.

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