Desempregado mata mulher a pauladas e enterra no quintal

Assassinato ocorreu, provavelmente, no fim de semana anterior ao do carnaval e foi descoberto neste domingo

ANDRESSA ZANANDREA, do Jornal da Tarde,

11 de fevereiro de 2008 | 06h22

Uma mulher foi morta a pauladas pelo ex-concunhado e enterrada no quintal da casa dele, na Zona Leste. O assassinato ocorreu, provavelmente, no fim de semana anterior ao do carnaval e foi descoberto na tarde de domingo, 10. Identificado como autor do crime, o desempregado Ailton Lacerda Leite, de 37 anos, foi preso, após confessar à esposa e indicar o local da cova de Valdinéia Aparecida Nunes de Oliveira, de 34 anos.  O crime ocorreu em uma casa da Rua Escânio Cerqueira, no bairro da Vila Alzira, onde, havia pelo menos 12 anos, Leite morava com a mulher, a dona de casa Helena Marques, de 33 anos, uma tia dela, e os dois filhos do casal, um menino deficiente de 15 anos e uma menina de 10 anos.  Apesar de dividir o espaço com a família, Leite esteve sozinho em casa por cerca de 15 dias. A mulher e as crianças foram para a casa do irmão dela, Heleno Marques Souza, de 37 anos, e a tia ficou na casa de uma vizinha, pois a água e a luz haviam sido cortadas por falta de pagamento. Helena e os filhos voltaram para casa anteontem, por causa do início das aulas. "Quando cheguei do meu irmão, fui colocar o feijão no fogo e ele chegou bêbado. Perguntou se podia me contar uma coisa, e falou que havia matado e enterrado a Val no terreno", disse Helena, que esperou o marido dormir e pediu para o filho chamar o irmão dela. Ela contou que Heleno esteve lá, cavou o local em que Leite havia dito que estava o corpo, e o encontrou. Em seguida, eles chamaram a polícia. Quando Leite acordou, os policiais já estavam em casa. "Ele não falou porque matou. Ele é estúpido, grosso, mas não podia imaginar que poderia chegar a esse ponto", afirmou Helena, casada há 20 anos com o desempregado. Segundo ela, há algum tempo, ele passou a beber muito e quebrava coisas em casa. As causas do crime serão investigadas. Valdinéia e Souza moraram juntos, mas estavam separados havia quatro anos. Segundo testemunhas, Leite havia ido buscar Val na casa onde ela morava, em um bairro vizinho, na noite do dia 26 de janeiro, um sábado. Moradores viram quando ela entrou na casa dele, por volta das 22 horas daquele dia, e ouviram quando ele quebrou uma porta, cerca de 20 minutos depois. No domingo, Leite contou para os amigos da rua que resolveu pintar a casa. No dia seguinte, uma vizinha que não quis se identificar o viu cavar um buraco, parecido com uma cova. Ele teria dito que usaria para colocar entulhos. A vizinha, no entanto, estranhou quando acordou na quarta-feira e viu o buraco coberto, com cal por cima. Durante a semana, correu a notícia de que a mulher havia desaparecido. "Começamos a ligar as coisas. O desaparecimento da mulher, a pintura na parede e a cova. Não podíamos acusá-lo, mas não existe crime perfeito."

Tudo o que sabemos sobre:
assassinatoviolência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.