Desembargadora acusada de agredir PMs em blitz diz que foi agredida

De acordo com a PM, magistrada e sua filha, que conduzia o carro, responderão por desacato

Felipe Tau e Ricardo Valota - estadão.com.br,

12 Julho 2012 | 08h55

SÃO PAULO, 11 - A desembargadora Iara de Castro, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2), de São Paulo, autuada por desacato durante uma blitz da Lei Seca realizada na noite de quarta-feira, 11, na Avenida Paulista, região central de São Paulo, disse que foi agredida pelos PMs. "Chegou um policialzinho que me empurrou e me agrediu", afirmou a magistrada. A confusão começou quando sua filha, a advogada Roberta Sanches de Castro, se recusou a fazer o teste do bafômetro quando o carro que conduzia foi parado, em frente à Fundação Cásper Libero.

A advogada, que também responde por desacato, explicou que partiu para cima dos PMs depois que um deles empurrou sua mãe. "Tinha me recusado a fazer o teste do bafômetro, porque acho uma arbitrariedade. Eles estavam verificando os documentos, e o policial empurrou a minha mãe. Fui para cima dele."

De acordo com a PM, a advogada disse aos policiais que a blitz era uma "palhaçada". Sua mãe teria jogado o documento do carro contra um policial. Segundo os policiais, Roberta tentou agredir um PM na tentativa de recuperar o documento, e acabou atingindo o 3º sargento Edmilson, que se posicionou na frente da soldado.

Iara afirma que se sentiu desrespeitada. "Eles desconhecem completamente o que é um desembargador o que é senso de hierarquia. (Não têm) o mínimo de respeito. Isso (o teste do bafômetro) é uma arbitrariedade."

Mãe e filha foram encaminhadas para a Corregedoria da PM para prestar depoimento e de lá seriam levadas para o plantão do 78º Distrito Policial, dos Jardins. Contra Roberta também será feito um auto de infração de averiguação de embriaguez, pois ela se recusou a passar pelo bafômetro. Neste caso, a condutora é multada em R$ 957,70, mas não fica impedida de dirigir até a conclusão do inquérito.

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