Desde 2008, preço do m² subiu 144%

O interesse de brasileiros e estrangeiros ajuda a esquentar o já aquecido mercado imobiliário carioca. Desde 2008, o m², sobretudo na zona sul, já subiu 144%. Apesar disso, mesmo apartamentos mais caros estão sendo vendidos sem grandes dificuldades.

RIO, O Estado de S.Paulo

01 de janeiro de 2012 | 03h03

"É só lançar e vender", diz Luigi Gaino Martins, diretor da Lopes. Se for para estrangeiro, a venda é ainda mais fácil. Em um lançamento na Estrada do Pontal, à beira-mar, na zona oeste, a Lopes vendeu em menos de duas horas dois imóveis à vista para um inglês. Pela cobertura e um apartamento, ele desembolsou R$ 2,5 milhões.

"Para estrangeiros, isso é muito barato. Eles fecham sem pechinchar." Cariocas também estão comprando os imóveis de luxo. Há seis meses, João Elísio Ferraz de Campos, ex-presidente da Federação Nacional das Empresas de Seguros, desembolsou R$ 39 milhões por um apartamento de 600 m² no Juan les Pins, o edifício mais chique do Leblon.

O Cap Ferrat, símbolo do luxo na Vieira Souto, na Praia de Ipanema, é tão cobiçado que mesmo com o m² atingindo R$ 65 mil, um apartamento nunca fica encalhado. Não chega a ter fila, mas sempre tem alguém querendo morar lá. A grande especulação é quanto vale a cobertura tríplex de 1.300 m².

O mercado acompanha com interesse a venda da cobertura dúplex que o ex-jogador Ronaldo Fenômeno tem no final da Delfim Moreira. Ele pagou R$ 12 milhões há três anos. Agora quer R$ 40 milhões. O negócio está praticamente fechado com o ex-deputado federal do PSDB e ex-banqueiro Ronaldo Cézar Coelho, que atualmente mora no terceiro andar do prédio. / M.V.

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