Desde 2007, paulistanos têm de lidar com 13 novas 'proibições'

Maior parte de leis foi criada por vereadores e sancionada pelo Kassab ou foi instituída por ele próprio

RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

09 Abril 2012 | 03h02

São Paulo é uma cidade cada vez mais proibitiva. Nos últimos cinco anos, a capital paulista não parou de ganhar novas multas, tanto para criar novas proibições quanto para reforçar atos que já eram ilegais, mas que ninguém cumpria. Desde 2007, pelo menos 13 novas multas entraram em vigor na cidade.

A maior parte ou foi criada por vereadores e sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) ou foi instituída por ele próprio.

Criadas pelos vereadores estão a nova multa de R$ 100 mil para empresas que têm antenas irregulares, a de R$ 12 mil para quem despejar entulho em via pública, a de R$ 2,5 mil para quem usar celular dentro de banco, a de R$ 500 para as lojas que tiverem vitrine sem faixa para evitar trombadas e a de R$ 300 ou mais para calçadas.

Kassab instituiu as multas que dizem mais respeito ao trânsito. Sob sua gestão, os marronzinhos começaram a multar quem não respeitasse pedestres e ciclistas e quatro novas proibições foram criadas: os caminhões foram banidos de certas vias, as motos não podem mais usar a pista expressa da Marginal do Tietê, todo dono de carro tem de fazer inspeção veicular uma vez ao ano e nem as cartomantes podem mais anunciar seus serviços nos postes e muros da capital.

Além disso, os governos estaduais e federais também fizeram sua parte para criar novas proibições ou reforçar as já existentes. No primeiro caso, estão a multa de até R$ 1.585 para a lei antifumo e a de até R$ 87,2 mil para antiálcool. Já a lei seca, federal, prevê atualmente multa de R$ 957,70.

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