Desde 2006, SP não registrava tanta morte em uma ação policial

Desde junho de 2006, a polícia de São Paulo não se envolvia em um caso com tantas mortes. Foi quando homens da Delegacia Seccional de São Bernardo do Campo mataram 13 acusados de pertencer ao Primeiro Comando da Capital (PCC) que se preparavam para atacar agentes prisionais na cidade.

Bruno Paes Manso e Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2011 | 00h00

No caso da Polícia Militar - cujos homens participaram ontem do tiroteio em Parada de Taipas -, é preciso voltar até o dia 2 de março de 2002 para encontrar um caso semelhante. Naquele dia, 12 pessoas foram mortas por policiais na Rodovia Senador José Ermírio de Moraes - o conhecido Caso Castelinho.

O primeiro semestre deste ano viu crescer em 11% o número de casos de resistências seguidas de morte envolvendo os homens das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), segundo dados da Ouvidoria da Polícia de São Paulo, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 40 ocorrências nos primeiros seis meses do ano.

Os dados da Ouvidoria divergem do balanço apresentado pela Rota. Eles afirmaram que entre janeiro e julho deste ano houve redução de 17% dos mortos em resistências seguidas de morte pelos integrantes do batalhão. Foram 47 nos primeiros sete meses do ano passado e 39 neste ano (sem somar os seis casos de ontem).

Defesa. O comandante da Rota, coronel Paulo Adriano Telhada, diz que resistências seguidas de morte só ocorrem quando PMs são agredidos. "Só sabe o que é quem já esteve em tiroteio."

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