Descaso não leva ninguém à prisão

A cidade de Macapá é uma das vítimas do descaso do poder público brasileiro com uma medida básica da convivência urbana: a coleta de esgoto. Com 407 mil habitantes, é um exemplo do abandono do saneamento. O preço que a cidade paga por viver no meio de fossas contaminantes e do esgoto a céu aberto são as milhares de crianças nos hospitais com diarreia, coceiras e outras moléstias medievais.

ANÁLISE: Pablo Pereira, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2013 | 02h42

Os dados do estudo do Trata Brasil falam de coleta de esgoto na casa dos 6% na capital com o pior desempenho no ranking das 100 cidades analisadas. Mas o prefeito Clécio Luís (PSOL) é ainda mais pessimista: diz que a rede de coleta não atende a mais do que 3%.

Há um mês, reportagem do Estado mostrou esse quadro dramático descrito por moradores.

O que mais choca nessa tragédia do saneamento nem é a imundície encontrada, como mostra o estudo, nas cidades analisadas. É a constatação de que, a despeito do tamanho do impacto na saúde pública, não há administrador público preso por esse descaso.

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