Descaso do plano de saúde

FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL

O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2012 | 03h03

Fazia tratamento psiquiátrico na Clínica Maia, credenciada na Fundação de Seguridade Social (Geap), e tinha consulta marcada no dia 19/4. Ao chegar à consulta soube que a clínica não fazia mais parte do convênio. Fiquei revoltado, pois não fui comunicado sobre o descredenciamento e, como faço uso de medicamentos contínuos, não posso esperar muito tempo para ser atendido sob o risco de ter o tratamento interrompido. Liguei na Geap e disseram para eu me cadastrar no Programa Viva Melhor, que oferece acompanhamento profissional. Fiz o cadastro, mas nunca me retornaram para agendar uma consulta. Sinto-me desamparado e indignado, pois sempre paguei o convênio em dia e, quando mais preciso, sou tratado dessa maneira. Estou sem acompanhamento médico há quase um mês.

BRUNO MARTINS COGO / SÃO PAULO

A Geap informa que a Clínica Maia está com atendimento suspenso e que a Clínica 4 Estações está atendendo os clientes. Diz que entrou em contato com o leitor para agendar consulta na nova clínica e que os clientes estavam cientes da situação da Clínica Maia.

O leitor desmente: A Geap não agendou a consulta. Só fui atendido após conversar com a administração da clínica e com o médico e depois de muito tempo de espera. Digamos que o médico abriu uma exceção e me atendeu. Ao fim da consulta, pediu para eu retornar em dois meses. Tentei agendar o retorno, mas a funcionária da clínica explicou que não seria possível pois não sabia se o médico continuaria a atender pela Geap. Sobre a Clínica Maia, nunca fui avisado de que o atendimento estava suspenso.

SEMÁFORO QUEBRADO

Pedestres em risco

Na Avenida Sadamu Inoue, altura do n.º 6.861, há um semáforo para pedestres que não funciona há tempos (fica somente no vermelho). O semáforo encontra-se num lugar extremamente perigoso, por ser o único local de travessia, perto da Escola Estadual Dona Prisciliana Duarte, em Parelheiros, extremo sul de São Paulo. Faz alguns dias que entrei em contato com a CET, mas até agora nada foi feito. Pedestres (adultos e crianças) arriscam a vida todos os dias!

MAURÍCIO A. DE AZEVEDO

MARQUES / SÃO PAULO

A CET informa que vistoriou o equipamento e constatou que o acionamento por meio da botoeira para estágio de travessia de pedestres estava com defeito. Foram efetuados reparos e o equipamento voltou a funcionar em 15/5. No entanto, o semáforo voltou a falhar e a equipe de manutenção foi novamente acionada para consertá-lo.

O leitor relata: O problema foi solucionado em parte. O semáforo está funcionando, mas a luz para atravessar (verde) não está acendendo em um dos lados, assim como a luz vermelha.

TRIP LINHAS AÉREAS

Check-in antecipado?

Por precaução e considerando a necessidade de minha mãe (idosa), entrei em contato com a Trip Linhas Aéreas para solicitar o check-in antecipado e pedir o acompanhamento de embarque e desembarque com cadeira de rodas e reserva de assento. Com surpresa, soube pela minha mãe que as solicitações previamente requeridas não haviam sido cumpridas. O assento reservado foi dado a outro passageiro, um absurdo! Além disso, o desembarque teve um atraso de 2 horas por pane na aeronave e nem sequer serviram, antes ou durante o voo, um copo d'água aos passageiros. Fica registrada nossa indignação com a Trip pelo descaso.

ROSANA CAVALLARI MARIANO

/ SÃO PAULO

A Trip Linhas Aéreas diz lamentar o ocorrido e informa que o contato com a cliente já foi realizado a fim de esclarecer os pontos levantados. A companhia esclarece que a aviação sofre a influência de fatores externos, que podem causar anomalia na regular prestação do serviço.

A leitora questiona: Não procede a alegação da Trip quanto à solução da ocorrência. Insta informar que o objeto da reclamação foi totalmente desviado pela assessoria da companhia. Em momento algum foi esclarecido o não cumprimento do check-in realizado com antecedência e o pedido de acompanhamento especial para a passageira (tenho o protocolo da solicitação), além da inobservância à Resolução da Anac e a afronta aos artigos 14 e 18 do Código de Defesa do Consumidor e ao Estatuto do Idoso. A alegação de fatores externos alheios à vontade da empresa soa de forma ofensiva, fugindo totalmente do foco da reclamação, de modo a subestimar a capacidade do consumidor. Conclui-se, pela inconsistência da resposta, a total displicência com o cliente.

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