Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Desapropriação da Favela do Sapo é adiada pela Prefeitura

Representantes dos moradores se reuniram com a Secretaria de Habitação, mas não chegaram a acordo

Priscila Trindade, Central de Notícias,

15 de julho de 2009 | 14h59

A Secretaria Municipal de Habitação adiou temporariamente a retirada de 80 barracos da Favela do Sapo, que fica entre as pontes Freguesia do Ó e do Limão da Marginal do Tietê. A operação estava prevista para a manhã desta quarta-feira, 15, mas foi adiada pela Prefeitura. Desde a madrugada, moradores montaram bloqueios na favela, para tentar impedir que os barracos fossem retirados.

 

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Até o início desta tarde, líderes comunitários e representantes da Secretaria estavam reunidos para discutir sobre a operação. A Prefeitura alega que os barracos - cerca de 455 famílias vivem na favela que fica na região da Água Branca, na zona oeste - estão em local de risco.

 

Segundo os moradores da favela, a Prefeitura chegou a fazer uma proposta que não foi aceita. As famílias que seriam retiradas do local não concordavam com os critérios de indenizações e benefícios para desocupar a área. De acordo com os moradores, foi oferecido R$ 5 mil para casais com filhos, R$ 4 mil para casais sem filhos e R$ 1,5 mil para solteiros.

 

Na terça-feira, 14, os moradores fizeram uma manifestação. Na ação, as pistas expressa e local da Marginal Tietê, no sentido Rodovia Ayrton Senna, foram interditadas. Ele chegaram a colocar fogo em um veículo.

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