Desaba parede rachada de imóvel na Brigadeiro

Queda ocorreu um dia após fenda de 15 metros ser aberta em estrutura de hotel e restaurante por causa de obra ao lado

FABIANO NUNES, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2012 | 03h02

Parte da parede de um restaurante e um hotel localizados na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, no centro de São Paulo, desabou na manhã de ontem. A estrutura já tinha uma rachadura de 15 metros de extensão, aberta no dia anterior, provocada por uma obra vizinha. O local estava isolado pela Defesa Civil e ninguém ficou ferido.

Por volta de meio-dia de ontem, a parede ruiu. "Saí correndo quando ouvi o barulho, pois sabia que o prédio estava caindo", disse o estudante de Administração Rafael Gava, de 18 anos, que estava em um estacionamento ao lado.

Funcionários do 1.º Cartório de Protesto de Letras e Títulos, que fica a cerca de 50 metros do desabamento, abandonaram o edifício às pressas. "A fumaça tomou conta da rua e a maioria dos funcionários desceu por causa de um tremor", disse o segurança Alberto de Moraes, de 47 anos.

A Incorporadora Setin, responsável pelo empreendimento ao lado do prédio que desabou, e a Construtora Vista, que executa a obra, informaram que o acidente ocorreu no momento em que eram realizadas as análises sobre as fundações dos prédios vizinhos.

De acordo com as empresas, após a aprovação da Prefeitura será feita demolição controlada da parte afetada do prédio e sua reconstrução. Segundo a incorporadora, o seguro já foi acionado para cobrir os danos. As empresas lamentaram o acidente ocorrido no restaurante e no hotel.

Interdição. A Prefeitura informou que o imóvel permanecerá interditado até que sejam realizadas as obras para estabilidade e segurança do edifício. O dano, segundo apurado por técnicos da Subprefeitura da Sé, foi causado por um movimento de terra. A Polícia Científica também realizou perícia técnica no local do acidente.

O responsável pela construção foi notificado a apresentar a licença do serviço no prazo de 48 horas. Segundo a subprefeitura, os afetados pelo desabamento foram orientados a protocolar um pedido de obra emergencial, para escoramento do restante do edifício, ou requerer um alvará de reforma, caso queiram realizar mais intervenções no local. Para tanto, deverão juntar os pareceres dos órgãos de defesa do patrimônio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.