Deputado é detido por dirigir após beber 3 vezes mais que limite

Parlamentar foi abordado em blitz de trânsito na madrugada de ontem em Brasília e prestou depoimento em delegacia

JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2012 | 03h04

Detido na madrugada de terça-feira em uma blitz de trânsito da lei seca, em Brasília, o deputado Gladson Cameli (PP-AC) apresentava 1,14 miligrama de álcool por litro de sangue, segundo o teste do bafômetro - mais de três vezes o limite legal. Cameli, de 34 anos, foi encaminhado a uma delegacia e prestou depoimento. Um motorista o levou para casa, de madrugada.

De acordo com a lei seca, taxa de álcool acima de 0,33 miligrama é crime - o teor corresponde a dois copos de cerveja ou uma taça de vinho, em média (lembrando que a análise pode variar de pessoa a pessoa).

O Estado tentou falar com o deputado por duas vezes ontem, mas ele se negou a responder a qualquer pergunta. De acordo com a legislação em vigor, um motorista que apresente mais do que 0,33 miligrama de álcool deve responder criminalmente por embriaguez. As penas previstas nesse caso incluem multa de R$ 957,70, prisão com direito a fiança e suspensão da carteira nacional de habilitação (CNH).

Alterações. O Estado revelou ontem que o Ministério da Justiça vem acertando com o Congresso mudanças para tornar mais rígida a lei seca. O governo quer retirar do texto a determinação do teor mínimo de alcoolemia, o que na prática estabelece "tolerância zero" para quem bebe e dirige. Para isso, deve aproveitar o substitutivo a um projeto aprovado no Senado no fim do ano.

O governo ainda quer dobrar o valor da multa aplicada a quem for flagrado embriagado a cada reincidência. Além disso, o período de apreensão da carteira de habilitação passaria de um para dois anos. Outras formas de análise, como o bafômetro passivo, também seriam aprovadas.

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