Deputado ameaçado por milícias retorna ao País

Quinze dias após sair do País por causa de sete ameaças de morte recebidas em um mês, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) retomou suas atividades na Assembleia Legislativa do Rio. Ele contou que o período em Madri com a família serviu para aliviar o estresse e para intensificar o esquema de segurança que o atende há três anos. Freixo presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou as milícias no Estado.

ROBERTA PENNAFORT / RIO, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2011 | 03h05

A convite da Anistia Internacional, organismo com o qual o deputado trabalha desde antes de ser eleito, a ideia era que ele voltasse ao País até o fim deste mês. Freixo disse que decidiu retornar agora para retomar os trabalhos da CPI do tráfico ilegal de armas e munições, que espera concluir ainda neste ano.

Após o anúncio da viagem, Freixo sofreu críticas de que estaria tentando autopromoção ao falar das ameaças e de um suposto "autoexílio". "Foi uma baixaria política, uma 'forçada' de barra desnecessária", disse ontem. À época, como resposta, a Anistia Internacional divulgou que o convite para a Espanha tinha o objetivo não só de livrá-lo da pressão, mas também de tê-lo na Europa para reforçar sua campanha internacional contra organizações criminosas.

"Participei de uma reunião lá e dei entrevista sobre a Rocinha. Foi fundamental para o equilíbrio da minha família, eram duas ameaças por semana", disse. "É uma prova cabal de que as milícias não estão enfraquecidas."

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