Deputado acredita que PMs do Carandiru podem ser absolvidos em recurso

Major Olímpio citou o caso do coronel Ubiratan Guimarães, que consgeuiu absolvição depois de condenado a 633 anos de prisão

21 de abril de 2013 | 01h34

 O deputado estadual e major da Polícia Militar (PM), Olímpio Gomes, disse acreditar que os PMs condenados pelo massacre do Carandiru serão absolvidos na segunda instância. Ele citou o caso do coronel Ubiratan Guimarães, que, após condenação de mais de 600 anos, conseguiu a absolvição em uma apelação. Meses depois, foi assassinado.

"A condenação só da guarita para o crime prospetar", diz ele por volta de 1h20 de domingo, 21, ao sair do Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Ele acompanhou todo julgamento. "Acredito que ainda vai ser feita Justiça no recurso de segunda instância". 

Pouco antes, 23 policiais militares que participaram do massacre do Carandiru a uma pena de 156 anos de prisão para cada réu. A acusação: terem assassinado no segundo pavimento do Pavilhão 9 da antiga Casa de Detenção 13 dos 111 detentos que morreram durante a invasão da Polícia Militar. A sentença foi promulgada pelo juiz José Augusto Nardy Marzagão à 1h15 de hoje. 

Os condenados vão recorrer liberdade. Os jurados tiveram de responder a quatro quesitos elaborados pelo juiz para chegarem à condenação. A questão principal era se o réu havia concorrido para a prática dos homicídios, considerando que eles agiram de forma coletiva. Outro quesito questionava se o réu fora atacado e provocado a reagir. Cada um desses quesitos foi relacionado a cada um dos acusados e vítimas. Ao todo, considerando o total de réus e de vítimas na cena do massacre, foram respondidas 1.526 questões.

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