Depois dos buracos, as rampas

Julie Nakayama, Guardiã da Paulista

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2010 | 00h00

Em maio de 2009, a cadeirante Julie Nakayama foi contratada pela vereadora paulistana Mara Gabrilli (PSDB) para percorrer a Avenida Paulista, apontando falhas na calçada que atrapalhassem o deslocamento de pessoas com mobilidade reduzida.

Um ano depois, os resultados são considerados positivos. "Muitas concessionárias abriam a calçada e não tapavam o buraco. Conversamos com Sabesp, Eletropaulo, e agora está bem melhor do que antes", diz.

Segundo ela, o próximo passo será atacar as lojas e edifícios da avenida, ainda pouco acessíveis. "Não adianta a calçada ser e a loja não ser (acessível). Temos de deixar a Paulista acessível por inteira", afirma. O desafio, no entanto, é grande. Como o responsável pela acessibilidade de cada estabelecimento são os proprietários, Julie terá de convencê-los da necessidade de se construir rampas e elevadores especiais.

Foi o que fez há poucos meses, quando "persuadiu" a gerente de um banco a fazer uma rampa de acesso na entrada da agência. "Ela foi supergrossa e disse que não havia tanto cadeirante assim. Mas a Mara falou com um amigo dela, que trabalha no banco, e, duas semanas depois, a rampa já estava pronta." Seu trabalho pode ser acompanhado pelo site: guardiadapaulista.ning.com. /

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.