Depois de SP, motoboys interditam vias do Rio

Categoria parou avenidas como a Rio Branco e a Presidente Vargas contra novas regras do Contran, que já foram adiadas

HELOISA ARUTH STURM / RIO, O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2012 | 03h03

Um dia depois do protesto de motoboys em São Paulo contra as regras mais rígidas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para a regulamentação da categoria, os profissionais do Rio fizeram sua manifestação. Cerca de 500 motociclistas fizeram comboio na manhã de ontem pelo centro e interditaram vias importantes da cidade, como as Avenidas Presidente Vargas e Rio Branco.

Por volta das 7h, os manifestantes se concentraram na Praça da Bandeira, na zona norte, e partiram em direção à Cinelândia. Antes, porém, a cidade já registrava congestionamento em alguns pontos por causa do protesto, já que os motociclistas que vinham de regiões mais afastadas trafegavam em baixa velocidade. Um grupo seguiu em direção ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual.

Entre as novas regras do Contran estão a obrigatoriedade de fazer um curso de orientação profissional e o uso de equipamentos de segurança, como colete e capacete com faixas reflexivas. No entanto, o órgão já havia decidido, anteontem, adiar a medida para fevereiro. É o terceiro adiamento desde que a resolução foi aprovada, em 2010.

Segundo o Sindicato dos Empregados Motociclistas do Estado do Rio (SindmotoRJ), o protesto tinha sido definido antes da nova decisão do Contran, e não haveria tempo hábil para desmarcá-lo. "O protesto em São Paulo já deu resultado, e a nossa 'motosseata' só foi um cumprimento", disse o diretor executivo da entidade, Marcelo Matos.

Os motoboys do Rio têm também uma demanda específica quanto à obrigação da placa vermelha. A resolução federal determina que as motocicletas sejam cadastradas como veículos de aluguel, mas no Rio a determinação é que se cadastrem como veículo de carga - o que proíbe o transporte de passageiros. "Isso é um absurdo, porque o motociclista pode deixar o baú na empresa. Aí ele não pode levar a mulher no trabalho, o filho no colégio?"

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