Reprodução/ TV Globo
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Depois de quase sete horas, motoristas de ônibus encerram greve na zona oeste

Total de 366 veículos não deixou duas garagens da empresa Transppass pela manhã, afetando 52 linhas que carregam cerca de 63 mil pessoas

Juliana Deodoro, O Estado de S. Paulo

22 Janeiro 2013 | 07h52

Atualizada às 12h40

SÃO PAULO - Depois de quase sete horas de paralisação, motoristas e cobradores que trabalham para a Viação Transppass, responsável pelo transporte em parte da zona oeste de São Paulo, terminaram a greve que havia começado às 3h30 desta terça-feira, 22. De acordo com a SPTrans, às 11h os carros começaram a sair das duas garagens que estavam paralisadas.

As duas garagens da Transppass contam com cerca de 360 ônibus, que servem 52 linhas em bairros como Vila Sônia, Butantã, Lapa, Barra Funda e o centro da cidade. Todos os dias, essa linha atende a mais de 63 mil passageiros. 

Os funcionários reivindicavam principalmente o fim do banco de horas e que a empresa pagasse pelas horas extras. Segundo o secretário de finanças do Sindicato de Motoristas (Sindimotoristas), José Valdevan Santos, funcionários trabalhavam até 80 horas a mais e recebiam apenas por 52 horas. "A empresa estava lesando as horas extras dos funcionários". 

Segundo Santos, a empresa se comprometeu ainda a revisar a escala de horários, a voltar a entregar o holerite a seus funcionários e a não descontar tíquetes-refeição daqueles que apresentarem atestado médico.

Para tentar minimizar os efeitos da greve, a SPTrans acionou o Plano de Atendimento entre empresas em Situação de Emergência (PAESE). A partir das 3h30, 225 ônibus das 35 principais linhas afetadas circularam pela cidade.O reforço já foi encerrado.

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