Luiz Fernando Toledo/Estadão
Luiz Fernando Toledo/Estadão

Depois de incêndio, shopping no Brás ficará fechado por tempo indeterminado

Bombeiros fazem buscas no lugar depois do fim do fogo quer atingiu centro comercial popular e dez lojas das galerias da Rua Miller

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

22 Dezembro 2014 | 12h54

Atualizado às 13h35

SÃO PAULO - As galerias do Shopping 25 no Brás, na região central da capital paulista, permaneceram interditadas após o incêndio de grandes proporções que atingiu o local na noite deste domingo, 21. Pelo menos 10 lojas que ficavam atrás das galerias, na Rua Miller, também foram atingidas e continuaram fechadas. 

Segundo o capitão Mario Augusto Damiati, do Corpo de Bombeiros. o espaço ficará fechado por tempo indeterminado. "Parte da estrutura metálica da cobertura veio abaixo", explicou. Os bombeiros trabalham na tarde desta segunda-feira para remover os materiais queimados e atuar na prevenção. "Encontramos muito material de estoque: plástico, tecido...", afirmou. De acordo com o capitão, um engenheiro da prefeitura já verificou as instalações no local.A perícia fez fotos dentro do shopping e vai apurar os motivos do incêndio.

Às 12h desta segunda-feira, 22, o Corpo de Bombeiros fazia buscas por corpos no local, com seis viaturas e 18 agentes. Os comerciantes foram chamados em ordem alfabética para verificar as galerias.

O vendedor de tênis Paulo Costa, de 18 anos, teve de cancelar às pressas o passeio de fim de ano. "Eu recebo por venda. Tinha várias encomendas que os clientes ficaram de vir buscar. Estragou tudo", contou o jovem, que viajaria a Peruíbe com os amigos na próxima sexta-feira, 26. "Caiu o teto, a loja já era."

De acordo com o jovem, esta seria a semana em que começa o lucro, já que o restante do mês "só paga o material". "Se eu viajar vou ficar muito apertado". Um box no shopping, segundo comerciantes, custa a partir de R$ 3 mil por mês.

Grande parte dos vendedores no local é chinês e tem dificuldade para se comunicar com os bombeiros. 

"Não sei de nada, cheguei e estava assim", lamentou a vendedora de calças Ling, que não quis informar o primeiro nome. Mãe de três filhas menores de idade, Ling está preocupada com o aluguel que vence nos próximos dias. "Meu marido vai ajudar." 

"Não sei de nada, cheguei e estava assim", lamentou a vendedora de calças Ling, que não quis informar o primeiro nome. Mãe de três filhas menores de idade, Ling está preocupada com o aluguel que vence nos próximos dias. "Meu marido vai ajudar." 

Proprietária de uma galeria de roupas, a comerciante Ling era uma das que se amontoavam em frente à barreira montada pelo Corpo de Bombeiros, aguardando por mais informações do acidente. Ela trabalhava no local há três anos e disse "não ter ideia" do prejuízo causado.

Além do shopping, o incêndio também atingiu pelo menos dez lojas que ficavam atrás das galerias, na Rua Miller. Vendedores e comerciantes usavam máscaras e deixaram as portas abertas para inspeção do Corpo de Bombeiros.

Nenhum dos lojistas aceitou dar entrevista, mas um funcionário confirmou que não houve feridos. "Já era muito tarde, estava tudo fechado."

Até o momento, a Associação de Lojistas de São Paulo (Alshop) informou que não foi possível calcular os prejuízos.

Incêndio. O fogo começou a se espalhar por volta das 20h deste domingo, no Shopping 25 Brás, na Rua Barão de Ladário. Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio começou em uma das lojas do centro comercial, que estava fechado no momento, e se alastrou pelo local.

Quinze viaturas dos bombeiros foram encaminhadas para o local por volta das 20h. Até as 23h45, as viaturas continuavam combatendo as chamas. Por causa das compras de Natal, o centro comercial funcionou durante a tarde. 

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