Depois de caminhar por 1 hora, famílias do Pinheirinho chegam a abrigo

Grupo de cerca de 500 pessoas estava instalado precariamente em igreja; grávida teve convulsão na porta do ginásio que vai servir de alojamento

William Cardoso, Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2012 | 14h19

Depois de passar quase três dias instalado precariamente na igreja do Perpétuo Socorro, no Campo dos Alemães, ao lado do Pinheirinho, um grupo de cerca de 500 pessoas caminhou, sob sol forte, por uma hora, até um ginásio de esportes de uma escola municipal no Morumbi, em São José dos Campos. O local servirá de alojamento para essas pessoas.

Desabrigadas após a reintegração de posse que aconteceu no domingo no terreno invadido em 2004, as famílias se depararam com portões fechados ao chegar no ginásio. O objetivo da prefeitura era organizar a entrada, para que mulheres e crianças se instalassem primeiro.

Convulsão. Cassandra Teodoro, de 28 anos, era uma das que aguardava a vez de entrar, no começo da tarde desta quarta-feira, 25. "Tenho medo de ficar na rua", disse ela, que está grávida de três meses. Segundo Cassandra, é uma gravidez de risco.

 Desempregada, ela diz não saber para onde vai depois de ficar abrigada no ginásio. "Tenho que esperar o que eles (prefeitura) vão falar", lamentou.

Ao falar da reintegração, Cassandra se emocionou. "Tive que correr do gás, quase desmaiei, tenho problemas de convulsão", afirmou.

Poucos instantes depois de conversar com a reportagem do Estado, Cassandra teve uma convulsão. Foi encaminhada ao pronto-socorro em uma viatura da PM e não há informações sobre seu estado de saúde.

Tudo o que sabemos sobre:
pinheirinho, desabrigados,

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.