Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Depois de bikes e patinetes, scooters compartilhadas entram em cena

Veículo sobre duas rodas pode ser visto nos bairros da zona sul, como Itaim-Bibi e Vila Olímpia, além da região da Berrini

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2019 | 03h00

Na onda das bicicletas e dos patinetes elétricos compartilhados, as scooters entraram no mercado paulistano. Lançado há um mês, o veículo sobre duas rodas pode ser visto nos bairros da zona sul, como Itaim-Bibi e Vila Olímpia, além da região da Berrini.

Segundo Fernando Freitas, presidente da Riba Share, empresa responsável por trazer as motocicletas, a previsão é de que as ruas de São Paulo ganhem 200 scooters até o fim do primeiro semestre e mil até o final deste ano. Freitas diz que a demanda está três vezes acima do esperado e o número de usuários ativos é quatro vezes maior do que a projeção da empresa.

O uso está limitado a quem tem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) da categoria A - ou seja, para uso de motocicletas - ou permissão para conduzir ciclomotor (ACC). "Quanto mais difícil a topografia de uma cidade, melhor para o nosso serviço. Acaba tendo mais adesão", afirma. Os usuários são da classe A até C (80%). Eles costumam utilizar o serviço de casa até o trabalho ou do escritório até uma reunião. O preço por minuto é de R$ 0,59. 

É o caso de Gustavo Kuss, corretor de imóveis de 68 anos, que se locomove de scooter entre os bairros onde circula no trabalho de locação de imóveis: Moema, Brooklin, Vila Nova Conceição e Vila Olímpia. Ele chega a utilizar a moto estilizada mais de uma vez por dia. Para Kuss, é mais vantajoso do que bicicleta por subir ladeiras com mais facilidade. E mais prático do que Uber, pois ele consegue reservar com 15 minutos de antecedência. Em relação aos patinetes, o corretor diz ter medo de utilizar. "Não me dá segurança. Sou meio pesado, então tive medo de levar tombo."

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