Depois da reinauguração, Sapucaí continua em obras

Equipe fazia acabamento, instalava rede de energia e ajustava tubulação de gás que deveria estar pronta no último sábado

HELOISA ARUTH STURM, FÁBIO GRELLET, RIO, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2012 | 03h04

Um dia após ser reinaugurado e a quatro dias do primeiro desfile (das escolas mirins, na sexta-feira), ontem o sambódromo da Sapucaí, no Rio, continuava cheio de operários realizando obras nos setores pares, onde novas arquibancadas foram construídas.

De manhã, trabalhadores instalavam uma rede de distribuição de energia para iluminar a praça de alimentação no térreo do Setor 2. O local ainda parece um canteiro de obras. No Setor 8 eram feitos ajustes em uma tubulação de gás que, segundo operários, deveria estar pronta no sábado passado.

As transformações no sambódromo se tornaram mais visíveis nos últimos dias. "Se viesse aqui há uns 15 dias, era um brejo. Inauguraram ontem (anteontem), mas ainda tem muita coisa para acabar", afirmou o técnico Afonso Celso Botelho, especialista em segurança do trabalho.

A maioria dos operários faz serviços de acabamento. Tampas de bueiro se romperam por causa do peso dos veículos que circularam por ali e estão sendo substituídas. Nas novas arquibancadas, funcionários aplicavam reboco em paredes e pintavam degraus e corrimãos das escadas. Cadeiras eram instaladas na área térrea, e os banheiros ainda recebiam louças e torneiras.

Alguns camarotes ainda recebem frisos e pintura. Nas novas arquibancadas, técnicos realizavam ajustes na estrutura metálica de mais de 300 metros instalada para receber os equipamentos que vão transmitir o evento pela televisão.

Som. No último ensaio técnico, anteontem, quando a Beija-Flor se exibiu, o novo sistema de som funcionou adequadamente. No sábado, o som falhou durante o ensaio da Imperatriz, mas técnicos informaram que foi um problema pontual. Com a nova configuração, o sambódromo ganhou 50% mais caixas de som.

A reforma também mudou a iluminação da passarela do samba, e a luz funcionou anteontem. "Daqui a gente vê a pista inteira, é ótimo", disse a telefonista Luísa Silva, de 42 anos, que estava no novo Setor 2. "O problema é saber se a praça de alimentação e os banheiros também vão ficar prontos."

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