DEPOIMENTO: 'Não me sinto herói. Já passei por isso'

Depoimento de André Rogério Arcanjo, taxista que socorreu policial ferido"Eu passava na (Avenida Brigadeiro) Faria Lima perto da Juscelino Kubitschek e vi uma mulher com um carro parado na esquerda. Parei para ajudar, achando que o carro estivesse quebrado. Parei para socorrer. Foi aí que ela me avisou que tinha um rapaz baleado no carro. Perguntei se ela tinha condições de dirigir, mas ela não tinha. Falei para ele passar para o banco do passageiro. Estava maior trânsito na Faria Lima e o sentido contrário estava livre. Consegui pular a calçada, segui na contramão quando chegou a esquina com a Juscelino, buzinando bastante, o pessoal parou para eu passar no farol vermelho. Não me sinto herói. Já passei por isso. Já tomei tiro em assalto. Sei que, se demorar para prestar socorro, às vezes o cara não sobrevive. Em minutos, a gente morre. Eu tinha 16 anos, quando, em uma tentativa de assalto, deram um monte de tiro em cima de mim, na minha barriga. Cheguei ao hospital sem respirar. Daí volta a fita, você lembra o que aconteceu 20 anos atrás."

O Estado de S.Paulo

07 Junho 2013 | 02h03

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.