Depoimento de Nayara: o ponto alto do primeiro dia

Análise Luiz Flávio Gomes

É JURISTA, PROFESSOR DE DIREITO., O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2012 | 03h00

O mais importante momento do julgamento, até agora, foi o depoimento da Nayara. Ela confirmou uma sequência que foi primeiro a bomba, depois três disparos e, em seguida, a invasão do apartamento. A jovem deixou subentendido que Lindemberg atirou, mas não foi categórica.

No debate, isso deve ser muito explorado pelas partes. A advogada de defesa não precisa provar que ele não atirou, só colocar a dúvida para o júri. O ponto-chave vai ser a autoria do crime. O maior desafio da promotoria vai ser conseguir provar inequivocamente que o réu atirou.

Outra questão importante é que foi um homicídio de gênero. Ele teria matado pela seguinte razão: não concordou com o fim do namoro, imposto pela garota. A defesa pode alegar que se tratou de um homicídio passional. Como seis dos sete jurados são homens, a possibilidade maior é de que algum venha a se impressionar com esse argumento.

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