Depoimento de adolescente suspeito de atropelar criança com jet ski é adiado

Segundo advogado do garoto, depoimento foi adiado por causa do assédio da imprensa

Reginaldo Pupo, do estadão.com.br, texto atualizado às 15h45

23 de fevereiro de 2012 | 15h28

SÃO PAULO - O adolescente suspeito de atropelar e matar com um jet ski a menina Grazielly Almeida Lames, de 3 anos, não compareceu para prestar depoimento na tarde desta quinta-feira, 23, na delegacia de Bertioga, no litoral de São Paulo. Ele seria ouvido por volta das 16 horas.

O depoimento foi adiado devido ao assédio da imprensa e porque os pais do menor ficaram com medo do jovem sofrer alguma agressão física. O delegado Maurício Barbosa, responsável pelo inquérito que investiga o caso, afirmou que o adolescente de 13 anos será ouvido até a próxima segunda-feira, 27.

Os pais de Grazielly estiveram presentes na delegacia para falar sobre a morte da filha. A mãe da menina disse para a imprensa que acredita no trabalho da polícia e da Justiça. Ela deixou a delegacia por volta das 14 horas.

Segundo o advogado da família de Grazielly, às 9 horas desta sexta-feira, 24, uma testemunha irá depor sobre o ocorrido. A pessoa teria gravado um vídeo do momento do acidente, quando a menina foi atingida na cabeça pelo jet ski.

O jet ski ainda passará por perícia. De acordo com a polícia, um perito náutico será responsável pela avaliação. A delegacia de Bertioga não descarta a possibilidade de fazer a reconstituição no local do acidente.

Praia de Guaratuba. Por volta das 17 horas do último sábado, 18, Grazielly brincava na areia da praia de Guaratuba quando foi atingida na cabeça pelo jet ski desgovernado. Segundo testemunhas, o adolescente pilotava o jet ski em alta velocidade.

Segundo testemunhas, o adolescente fugiu para uma casa em um condomínio de luxo, de onde teria saído de carro pouco tempo depois com parentes. O advogado da família do adolescente, Maurimar Chiasso, negou que o condutor tivesse fugido sem prestar socorro. Segundo ele, o garoto teria "se desesperado".

Chiasso disse ainda que seu cliente não pilotava o jet ski na hora do acidente. Ele teria apenas dado a ignição na embarcação. "Ele não pilotava, não conhecia a máquina. Por causa da partida dada, o jet ski se projetou para a praia."

Grazielly foi enterrada no dia 20, no Cemitério de Artur Nogueira, na região de Campinas, interior do Estado.

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