Denunciante de plano de morte em multinacional irá depor

Entre os denunciados estão cinco executivos do alto escalão da Pelzer, entre eles o presidente da empresa

Simone Menocchi, de O Estado de S. Paulo,

11 de dezembro de 2007 | 19h31

O empresário Tosca Almeida, que denunciou o suposto plano de morte do gerente da unidade da multinacional Pelzer de Taubaté, no Vale do Paraíba, vai prestar depoimento na quarta-feira, 12, à Polícia Civil. O novo depoimento pode ser mais uma peça no quebra-cabeça misterioso que envolve os diretores mundiais da empresa, que tem sede na Alemanha. Entre os denunciados por Almeida estão cinco executivos do alto escalão da Pelzer, entre eles o presidente da fábrica em Taubaté, Antonio Lima dos Reis, e o presidente da multinacional no mundo, Martin Kusmann. Três deles chegaram a ser presos em Taubaté na última sexta-feira, mas foram liberados pela Justiça. Tosca Almeida, o denunciante, começou a ter contato com os executivos da Pelzer quando passou a cobrar uma dívida, de cerca de R$ 22 milhões, referente ao aluguel do prédio onde a empresa está instalada. Ele contou à polícia que durante a cobrança recebeu a proposta de providenciar a morte de Toshio Nakamoto, pois ele sabia de muita coisa. Almeida, que receberia R$ 400 mil para planejar o homicídio, chegou a receber R$ 250 mil e apresentou os comprovantes e uma fita gravada à polícia. A Pelzer está instalada desde 1996 em uma área que foi doada pela prefeitura de Taubaté à empresa Indaru, da cidade de Itu. A Indaru, que também atua no ramo de autopeças, ficou em Taubaté por oito anos e depois alugou, de maneira irregular, o prédio para a Pelzer. Segundo o Grupo de Expansão Industrial da prefeitura de Taubaté, a Indaru deveria ter devolvido a área à administração pública, que depois repassaria para a Pelzer. "Na época a prefeitura chegou a doar uma nova área para a Pelzer para que a situação fosse regularizada. Acreditamos que as outras administrações não retiraram a Pelzer da área, naquela época, por conta dos empregos que estavam sendo gerados para a população", informou o atual diretor do Grupo de Expansão, Jair Gomes. Segundo a prefeitura a Pelzer está irregular no terreno e o Departamento Jurídico do município estuda a possibilidade de retirar a empresa do local. "A prefeitura está estudando rever essa área, já que a Pelzer já tem uma outra área para atuar em Taubaté".

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