Denúncia falsa atrapalha busca na BA

Secretaria de Segurança do ES, de onde jovens saíram na sexta para o litoral baiano, chegou a divulgar que corpos tinham sido achados

CINTIA BRINGHENTI, ESPECIAL PARA O ESTADO, VITÓRIA, O Estado de S.Paulo

25 Abril 2012 | 03h09

A Polícia Civil do Espírito Santo disse ontem que informações falsas sobre o desaparecimento de cinco jovens que viajavam para a Bahia estão atrapalhando as investigações do caso. Na manhã de ontem, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Espírito Santo (Sesp-ES) divulgou que os corpos dos estudantes haviam sido encontrados perto do distrito de Posto da Mata, em Nova Viçosa (BA), mas a notícia estava errada.

Segundo a secretaria, a informação foi passada pela Polícia Militar da Bahia, que, por sua vez, recebeu uma denúncia anônima. "Nós pedimos que as pessoas sejam responsáveis ao fazer denúncias à polícia, até mesmo em respeito às famílias", afirmou o chefe de Polícia Civil, delegado Joel Lyrio. Para evitar dados desencontrados, a Polícia Civil do Espírito Santo disse que todas as informações seriam repassadas por entrevistas coletivas.

Rosaflor Oliveira, Izadora Ribeiro, Amanda Oliveira, Marllonn Amaral e André Galão estão desaparecidos desde sexta-feira. Os jovens iam de São Mateus, no norte capixaba, para Prado, no sul da Bahia, para uma festa da mãe de Izadora. "Este é um momento difícil, de angústia. Notícias que não procedem só nos abalam mais", afirmou Márcia Pereira, mãe de Rosaflor.

Investigação. O delegado titular da Superintendência de Polícia do Interior do Espírito Santo, Danilo Bahiense, afirmou que o grupo foi visto pela última vez em um posto de combustível em Mucuri (BA). "Funcionários confirmaram que os jovens estiveram no local. Nós trabalhamos com todas as linhas de investigação, principalmente a de roubo, já que na região são comuns os casos." Bahiense, que sobrevoou a região durante o dia, foi quem descartou o boato de que os corpos haviam sido encontrados. O delegado Lyrio disse que há esperança de encontrar os jovens vivos.

"Informações desencontradas só pioram as coisas, nos machucam demais", afirmou o pai de Izadora, Zaquel Silveira. "A esperança é de encontrar todos com vida." Ele acrescentou que, no início, imaginava que tivesse acontecido um acidente, mas, depois de percorrer quatro vezes parte do trajeto do grupo - os 150 km entre São Mateus e Teixeira de Freitas -, descartou a hipótese. "Alguém deve ter desviado os meninos do caminho. Minha filha estava acostumada a fazer o trajeto", disse Zaquel.

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