Paulo Pinto/AE
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Denúncia de assalto termina com bingo estourado nos Jardins

Polícia apreendeu 68 máquinas em mansão da Rua Atlântica; funcionário tentou subornar policiais com R$ 20 mil

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

05 Maio 2011 | 00h00

O que parecia ser um assalto a uma mansão acabou com o estouro de um bingo clandestino nos Jardins, na zona sul de São Paulo. Policiais do Garra e do Grupo Especial de Resgate (GER), da Polícia Civil, chegaram ontem à tarde ao número 509 da Rua Atlântica depois de uma denúncia de assalto com reféns. A casa, na verdade, abrigava máquinas caça-níqueis. Um funcionário ainda tentou subornar os policiais com R$ 20 mil.

A polícia apreendeu no local 68 máquinas, que ficavam espalhadas pelo piso térreo da mansão de dois andares. Pelo menos dez pessoas estavam no local no momento em que os policiais chegaram. Todas foram encaminhadas ao Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), onde a ocorrência foi registrada como jogo de azar - uma contravenção penal.

Segundo a polícia, além do homem que tentou o suborno, havia um segundo funcionário no local, que fazia a segurança do bingo. Procurado até as 23 horas, o Deic não confirmou se alguém foi preso.

Segundo a polícia, a suspeita de roubo começou por volta de 16 horas, quando um Corsa verde estacionou na frente da casa, deixando os pneus sobre a calçada, e três pessoas correram para dentro. Uma pessoa, possivelmente um vizinho, avisou a polícia sobre o movimento estranho e policiais foram até o local.

Assim que chegaram, agentes encontraram tudo fechado e ninguém atendeu aos chamados. Só depois de um grupo de policiais pular o muro por uma casa vizinha, o portão foi aberto. "Entramos para procurar os ladrões, pensando que haviam se escondido. Mas abrimos a porta da sala e já vimos as máquinas", disse um dos policiais do GER, momentos após a invasão.

Foi quando, de acordo com a polícia, o funcionário da casa perguntou se havia um modo de "fazer um acerto". Policiais disseram que aceitariam uma quantia de R$ 20 mil e, assim que o homem entregou o dinheiro, a quantia foi apreendida.

Câmeras. Com muros altos e portões sempre fechados, a casa era monitorada por cinco câmeras. Mas, como a rua só tem casas de luxo, quase todas monitoradas, o movimento do bingo clandestino não levantava suspeitas dos vizinhos. "Sempre pareceu uma residência normal", disse o segurança Fábio Lima, que trabalha na frente do local.

9 de Julho

54 máquinas

caça-níqueis foram apreendidas em março em um bingo clandestino descoberto também nos Jardins, em um posto de gasolina na Avenida 9 de Julho, perto da Rua Estados Unidos.

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