Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

'Demos voto de confiança e fomos traídos', diz PM

A PM culpou o Movimento Passe Livre pela falta de ação para impedir a depredação em Pinheiros. E defendeu ainda que o direito à manifestação pública, garantido pela Constituição, tenha de passar por uma regulamentação legal "para a população aprender a se manifestar", segundo o coronel Leonardo Torres Ribeiro, comandante de policiamento da Capital.

Luiz Fernando Toledo, Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2014 | 02h00

Ribeiro afirmou que o secretário da Segurança, Fernando Grella Vieira, havia recebido anteontem um ofício do MPL avisando sobre a manifestação e solicitando que a PM não interviesse. No texto, o MPL diz que "movimentos sociais devem ter autonomia para promover a própria segurança".

O coronel Ribeiro informou também que a Tropa de Choque estava posicionada na Rua do Sumidouro, a 300 metros da concessionária da Mercedes atacada. Mas que os bloqueios dos manifestantes retardaram o avanço da tropa. "Demos voto de confiança (ao MPL) e fomos traídos", alegou o militar.

O militante Lucas Monteiro confirmou a carta do MPL, mas destacou que o movimento não teve participação nem responsabilidade sobre as depredações. "O ato já tinha subido a Rua Butantã (quando a concessionária foi atacada)", disse. "Não cabe ao MPL explicar por que isso (a depredação) ocorre sociologicamente."

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