Demolição do São Vito começa na quinta, diz Prefeitura

Prometida desde 2005, a demolição dos Edifícios São Vito, Mercúrio e Francisco Herrerias, na região do Parque d. Pedro II, no centro de São Paulo, está prevista para começar na quinta-feira. A obra, barrada pela Justiça em julho, foi retomada no início da semana após a Prefeitura conseguir uma liminar. A Defensoria Pública pede a destinação dos imóveis para habitação popular e pretende recorrer até o fim do mês.

Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2010 | 00h00

Ontem, operários de uma empreiteira contratada pela Prefeitura trabalhavam para derrubar paredes internas dos três prédios, que estão desabitados. Os outros imóveis do quarteirão formado pelas Avenidas do Estado e Mercúrio e pelas Ruas Carlos Garcia e Luís de Camões foram demolidos no primeiro semestre. O terreno está cercado por tapumes para impedir a entrada de curiosos e moradores de rua.

A demolição do São Vito terá de ser feita manualmente, uma vez que uma implosão poderia danificar os 32 vitrais alemães do Mercado Municipal, que fica do outro lado da Avenida do Estado.

Antes de derrubar o prédio, os funcionários devem fazer o "bandejamento" da obra - instalação de redes de proteção na fachada - previsto para ficar pronto quinta-feira, segundo a Prefeitura.

Um dia antes, fiscais da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) devem estudar a necessidade de interdições no quarteirão do São Vito, disse a Prefeitura. A administração ainda revelou que o entulho da demolição será destinado à manutenção de vias públicas, mas não falou em prazos para a obra.

Parque. O terreno deve dar lugar a um parque de 5.400 m² que ligará o Mercado Municipal ao Palácio das Indústrias, de acordo com a administração municipal. A Fundação para a Pesquisa Ambiental (Fupam), ligada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU), foi contratada pela SP Urbanismo em janeiro para desenvolver um novo plano urbanístico para o Parque d. Pedro II.

A área, no entanto, está dentro de uma Zona Especial de Interesse Social (Zeis). Por isso, a demolição foi alvo de uma ação civil pública no ano passado.

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