Demolição atrasa na Renascer; guindaste faz solo ceder

Solo não suportou o peso dos guindastes usados no processo e cedeu; falta de documentos atrasa processo

Da Redação,

23 Janeiro 2009 | 10h53

A demolição do templo da Igreja Renascer - que desabou no domingo deixando nove mortos e mais de 100 feridos - está atrasada. Marcados para começar na manhã desta sexta-feira, 23, os trabalhos atrasaram por falta de documentos que precisam ser enviados ao Instituto de Criminalística (IC) e por problemas no solo. Guindastes foram levados para o estacionamento do templo, mas o peso dos aparelhos fez com que o solo cedesse. Agora, será necessário a instalação de placas de aço para que o processo seja feito com segurança.   Veja também:  Galeria de fotos: imagens do local e do resgate às vítimas  Todas as notícias sobre o desabamento na Igreja Renascer    O início da demolição foi acordado entre MPE, Renascer e Subprefeitura da Sé. Até as 20 horas da quinta-feira, 22, apenas o órgão municipal havia liberado a entrada no local. O delegado seccional não havia ainda enviado o plano de demolição ao IC.   Na quinta, 20 vítimas entraram com representação contra a Renascer por danos sofridos na tragédia, segundo a Polícia Civil. Isso é necessário para processar a instituição, caso a responsabilidade pelo acidente fique comprovada ao fim do inquérito policial. "Os feridos sofreram crime de lesão corporal. Precisam entrar com representação, caso queiram dar prosseguimento ao inquérito", explicou Gomes Neto.   Até a noite da quinta, duas vítimas da tragédia permaneciam em estado grave em dois hospitais da capital. Outras 15 seguiam internadas.   À noite, em transmissão via satélite a partir de Miami, o fundador da Renascer, Estevam Hernandes, voltou a falar aos fiéis: "Se tivéssemos opção de qual local escolher para morrer, minha opção seria o altar dentro da igreja. Todos nós temos de estar preparados para a eternidade. Essas vidas estavam preparadas para a eternidade." Segundo ele, "Deus levou aqueles que Ele desejava", abrindo, em seguida, uma discussão sobre o tema com os "bispos".   Hernandes afirmou que a demolição do templo custará R$ 500 mil. E concluiu: "Mas o nosso valor não é dinheiro, são vidas."   Texto alterado às 15 horas para correção de informações.

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