Demissão foi um dos principais temas em jantar com tucanos

A resistência à implementação da Autoridade Metropolitana de Transportes (AMT), organização que administrará os transportes públicos na Grande São Paulo, foi um dos principais fatores de desgaste de Alexandre de Moraes. A AMT vai gerir e planejar a rede de transporte sobre trilhos e ônibus nos municípios da Região Metropolitana, mas não era bem vista por Moraes.

Bastidores: Eduardo Reina e Renato Machado, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2010 | 00h00

O modelo já foi implantado em cidades como Londres, Madri, Nova York e Recife. O projeto começou a ser desenvolvido há quase dois anos. Hoje, os serviços intermunicipais de ônibus se sobrepõem em várias linhas e disputam espaço no solo urbano. A Autoridade sanaria o problema, reformulando trajetos e integrando tarifas e sistemas diferentes de transporte público.

Na semana passada, Moraes foi incisivo contra o projeto junto a Kassab durante um almoço, chegando a se alterar. "Precisa convencer o secretário dos Transportes a integrar a Autoridade Metropolitana", reclamou um político estadual. Ontem à noite, um jantar na casa do articulador político de Kassab, Antonio Carlos Malufe, reuniu o prefeito, o ex-chefe de Moraes no Estado, Geraldo Alckmin, e a bancada de vereadores do PSDB. O encontro serviu para celebrar a união do grupo que ficou dividido nas eleições de 2008, com os parlamentares tucanos apoiando Kassab e deixando Alckmin de lado na corrida pela Prefeitura. A demissão de Moraes foi um dos principais assuntos.

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