André Dusek/Estadão
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Demissão de Marta esquenta debate sobre presidência da Câmara

Suplente da petista, Antônio Carlos Rodrigues (PT) pode influenciar eleição, marcada para 11 de dezembro

Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2014 | 03h00

SÃO PAULO - A saída de Marta Suplicy (PT) do Ministério da Cultura esquentou a corrida pela presidência da Câmara Municipal de São Paulo. O suplente da petista no Senado, Antônio Carlos Rodrigues, presidente do PR, é cotado para assumir um ministério no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT). Mas o anúncio, se confirmado, só deve ocorrer em fevereiro de 2015, abrindo espaço para um retorno de Rodrigues ao Legislativo Paulistano ainda neste ano, onde tem mandato de vereador.

Caso isso ocorra nas próximas semanas, o então senador suplente chegará à Câmara já cacifado para concorrer à presidência. Ou mesmo para ajudar na escolha do nome que assumirá o posto, atualmente ocupado por José Américo (PT), eleito deputado estadual. Considerado consenso tanto entre vereadores que compõem a base aliada do prefeito Fernando Haddad (PT) como entre representantes da oposição, Rodrigues já assumiu a função, por quatro anos, durante a gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD).

Nos bastidores da Câmara, a aposta é que Rodrigues consiga uma vaga no futuro ministério de Dilma - as duas pastas cogitadas são Transportes e Pesca -, mas nem por isso deixe de influenciar no comando do Legislativo. Nome mais forte do chamado centrão, bloco de partidos que dominou a pauta de votação nos primeiros anos da gestão Kassab, Rodrigues é próximo de Arselino Tatto (PT), atual líder de governo de Haddad e candidato natural ao cargo.

Em 2015, Tatto espera ser compensado pelo prefeito petista. No ano passado, além de perder a presidência para José Américo, ele também foi preterido pelo prefeito na disputa por uma vaga no Tribunal de Contas do Município (TCM), que acabou com o então secretário municipal de Relações Governamentais, Antônio (PT). Mas Tatto não é o único nome do partido a pleitear o cargo. A lista inclui ainda o presidente municipal do PT, Paulo Fiorilo, o atual líder do partido na Casa, Alfredinho, e o ex-secretário de governo de Haddad, Donato.

De acordo com Alfredinho, o assunto começará a ser discutido na semana que vem. "Até agora nenhum se apresentou oficialmente como candidato. Mas todos estão à disposição, inclusive para os demais cargos (líder de governo e líder de partido). O PT defende o rodízio", afirmou.

Sem contar os petistas, o nome de Milton Leite (DEM) também é citados pelos vereadores como possível candidato. A participação dele, no entanto, pode ser prejudicada por problemas de saúde.


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