Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Demanda leva à criação de fábrica de vinil em SP em 2016

Em todo o País, há só dois fabricantes de bolachões; a Vinil Brasil teve de criar parte das peças e das etapas

Priscila Mengue, O Estado de São Paulo

25 Março 2018 | 03h00

Atrás de um armazém antigo na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, está instalada uma das duas únicas fabricantes de vinil de todo o País. Nela, uma equipe de 13 funcionários trabalha a partir da produção de duas prensas adquiridas de um ferro-velho há quatro anos. O resultado? O registro de alguns dos trabalhos mais comentados na cena musical, como A Mulher do Fim do Mundo, de Elza Soares, e MM3, do Metá Metá.

Lançada em 2016, a Vinil Brasil surgiu após o músico Michel Nath, de 41 anos, ter dificuldades para lançar seu próprio disco em vinil – SolarSoul, o primeiro e o único –, e perceber que havia uma<IP9,0,0> demanda reprimida. A abertura da fábrica, diz, correu “como rastilho de pólvora” e atraiu do reggae à bossa nova. 

A divulgação do álbum (e a carreira musical) acabou em segundo plano diante dos “perrengues” de empreender pela primeira vez – o que incluiu encontrar profissionais que conhecessem o processo de produção. 

“O ‘know-how quase se foi. Estava em vídeos, livros, mas principalmente em pessoas”, afirma ao se referir, por exemplo, a um funcionário já sexagenário que trabalhou na produção de vinil décadas atrás.

Parte das etapas e das peças necessárias para o processo dar certo precisaram ser criadas pela Vinil Brasil – tanto que ele nem divulga algumas etapas de fabricação. A produção é 100% analógica, com o som transposto do ‘tape’ para o disco. “Aqui a gente lida com questões muito reais. Os discos saem literalmente girando por aí, mexendo com a vida das pessoas.” 

A outra fabricante brasileira é a Polysom, empresa reaberta em 2010 após passar três anos fechada. Em 2017, produziu cerca de 94 mil discos. 

Mais conteúdo sobre:
vinilmania música disco de vinil

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.