Delegados vão à Assembléia de SP falar sobre caça-níqueis

Caso começou a ser investigado após PMs encontrarem anotações com nomes de envolvidos no esquema

PAULO R. ZULINO, Agencia Estado

29 de agosto de 2007 | 09h26

O delegado-corregedor da Polícia Civil de São Paulo, José Antonio Ayres de Araújo, e a delegada da corregedoria Cintia Maria Quaggio, responsáveis pelas investigações sobre um suposto esquema de propinas pagas às delegacias de São Paulo para acobertar o funcionamento de máquinas caça-níqueis, prestam esclarecimentos à Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa. Eles serão ouvidos na tarde desta quarta-feira, 29, no Plenário José Bonifácio.Na última semana, os parlamentares aprovaram requerimento do deputado estadual Vanderlei Siraque (PT) convocando os dois. Inicialmente, a reunião estava marcada para o dia 12 de setembro, mas, a pedido dos próprios delegados, acabou sendo antecipada para esta quarta.No último dia 25 de maio, o advogado Jamil Chokr colidiu seu veiculo contra um ônibus, na Marginal Tietê, próximo a Ponte da Vila Guilherme, zona norte paulistana. No interior do veículo, os policiais militares que atenderam a ocorrência encontraram sob o banco cerca de R$ 10 mil e mais 40 envelopes repletos de dinheiro que totalizavam R$ 38 mil. Os envelopes estavam enumerados e com a inscrição "DP" em letras maiúsculas - uma possível referência a Distrito Policial.Além disso, também foram encontradas planilhas e anotações que continham possíveis nomes de policiais e departamentos envolvidos no esquema. No porta-malas, havia ainda peças de máquinas caça-níqueis. É importante ressaltar que os números nos envelopes coincidiam com os de distritos policiais de São Paulo, cuja numeração vai de 1 a 105.

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