Delegados paulistas fazem 'alerta vermelho' na segunda-feira

Em todo o Estado eles vão parar das 16h às 18h para se manifestar sobre as dificuldades da Polícia Civil

Rene Moreira, Especial para O Estado

15 de junho de 2014 | 18h12

FRANCA - Delegados de polícia de São Paulo realizam nesta segunda-feira, 16, um protesto batizado de "Alerta Vermelho". Segundo a associação da categoria, das 16h às 18h os delegados não registrarão ocorrências. A expectativa é a de que o movimento tenha grande adesão tanto no interior, quanto na capital do Estado.

Em vez de fazer o registro policial, os delegados vão falar a quem procurar as delegacias sobre as dificuldades que enfrentam no combate ao avanço da violência. "O ato deverá despertar a sociedade sobre a importância da Segurança Pública para a qualidade de vida de todos, especialmente quando os índices de criminalidade atingem o limite da suportabilidade", diz uma nota divulgada Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp).

Segundo a presidente da entidade, Marilda Pansonato, a falta de condições de trabalho transformou os delegados em fazedores de ocorrência, sem que existam condições para a investigação dos crimes. Para ela, essa situação explica porque muitos profissionais trocaram São Paulo por outros estados, como o Paraná.

Pauta- Entre as reivindicações dos delegados constam a reestruturação para todas as carreiras da Polícia Civil, a aposentadoria especial para a categoria aos 65 anos de idade e o reajuste salarial. O governo, por sua vez, alega que os policias civis já tiveram aumentos que ultrapassaram os índices de inflação. Hoje um delegado em início de carreira em São Paulo recebe cerca de R$ 7,7 mil por mês.

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