Delegados não descartam atuação de milícias em ações

O método de atuação dos bandidos nos ataques contra motoristas intriga alguns delegados da Polícia Civil do Rio. Eles não descartam a participação de policiais militares insatisfeitos ou ligados às milícias. Apenas objetos de pouco valor e documentos têm sido roubados dos motoristas nas ações e, de acordo com as testemunhas, os criminosos agem com calma e "são bem vestidos". "Eles fecharam a pista e mandaram que eu descesse do carro. Não roubaram nada", contou ontem um motorista. No entanto, a tese do governo do Rio é que os ataques são orquestrados por traficantes.

Bastidores: Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2010 | 00h00

Investigações da 15.ª Delegacia de Polícia Civil da Gávea mostram que pelo menos os assaltos aos motoristas na zona sul do Rio não têm ligação com a suposta represália de traficantes. No domingo, o bando já identificado de assaltantes do Catumbi (zona norte) assaltou motoristas na Lagoa e em Laranjeiras, nas imediações do Palácio Guanabara. O mesmo grupo agiu na zona sul em 2008. Na época, a polícia recebeu informações de que a quadrilha agia a mando de um grupo interessado em vender segurança privada aos moradores, mas nada foi comprovado. A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) já instaurou um inquérito para apurar a atuação de milícias na zona sul.

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