Robson Ventura/Pool/AE
Robson Ventura/Pool/AE

Delegado rebate versão de Mizael Bispo e traz novas acusações

Antonio de Olin afirma que ex-namorado de Mércia estava a 10 km de onde deixou seu carro

Eduardo Roberto, estadão.com.br

19 de outubro de 2010 | 18h37

GUARULHOS - Sob gritos de "justiça", "cadeia para Mizael" e apitaços de populares, o delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Antonio de Olin deixou o Fórum de Guarulhos na tarde desta terça-feira, 19, após prestar depoimento por cerca de duras horas e meia, no segundo dia de audiência sobre a morte da advogada Mércia Nakashima.

 

Veja também:

linkEx-mulher de Mizael se contradiz e promotoria fala em falso testemunho

linkFlanelinha diz ter visto Mizael em carro igual ao achado com corpo

linkDados de celular tiram Mizael da cena do crime, diz defesa

especialCobertura completa do caso Mércia

 

Em seu relato - o mais longo até agora -, o delegado procurou desmontar a tese de defesa de Mizael Bispo, ex-namorado da vítima. O policial militar aposentado alega que estava com uma prostituta durante o momento do crime, em 23 de maio. No depoimento, o delegado afirmou que Mizael queria pagar uma ex-namorada para que ela sustentasse o álibi.

 

Os dados do rastreamento do carro e do celular de Mizael, segundo Olin, também negam essa hipótese. Pelas informações colhidas na investigação, o acusado teria recebido em seu telefone uma ligação de sua filha por volta das 21h20. No momento do telefonema, ele estaria a aproximadamente 10 quilômetros do local onde estava seu carro, na Avenida Perimetral, em Guarulhos, no estacionamento do Hospital Geral da cidade.

 

Olin também questionou o fato de Mizael ter declarado à polícia que possui cinco linhas de celular, com números passados à investigação. No depoimento, o delegado afirmou que na verdade são seis linhas - segundo o depoente, a não declarada foi usada apenas no dia da morte de Mércia.

Tudo o que sabemos sobre:
caso Mércia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.