Delegado quer que substância seja ilegal

O delegado Clemente Calvo Castilhone Júnior, responsável pela Divisão de Inteligência do Denarc, diz que as pessoas flagradas com o cristal acabam presas por tráfico, porque, normalmente, têm outras drogas consigo. A apreensão da metanfetamina em forma de comprimido não seria suficiente para isso.

William Cardoso, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2011 | 00h00

Há outros enquadramentos possíveis para quem comercializa ilegalmente a metanfetamina, que podem levar a até 15 anos de prisão. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a metanfetamina é uma substância psicotrópica e pode ser utilizada somente para uso medicamentoso. A venda do seu medicamento está sujeita à retenção de Notificação de Receita A (cor amarela), o mais rigoroso perfil.

Parada gay. Para o delegado Reinaldo Correa, da Divisão de Prevenção e Educação do Denarc, a Anvisa poderia fornecer subsídios para transformar a metanfetamina em droga ilegal, como outros entorpecentes.

"Tivemos em maio, no Mato Grosso do Sul, a apreensão de pasta base de cocaína e junto foram encontrados 2,5 kg de metanfetamina", diz. Eventos internacionais favorecem a entrada da droga no Brasil. Em São Paulo, o próximo será a Parada Gay.

O fato de a polícia ter feito apreensões de cristal em forma de comprimido e em grande quantidade no Brasil surpreende o especialista em dependência química Ronaldo Laranjeira. "Até agora, era algo mais comum nos Estados Unidos. Pacientes que atendi disseram que experimentaram quando estavam por lá."

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