Delegado quer me incriminar, diz ex-namorado de Mércia

Para o ex-PM, considerado pela polícia o principal suspeito do crime, o delegado Olim o persegue e transformou as investigações em algo pessoal

O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2010 | 06h53

Um dia após a Justiça revogar seu pedido de prisão temporária, o advogado e PM reformado Mizael Bispo de Souza, de 40 anos, criticou o delegado Antônio De Olim, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Olim é responsável pela investigação do assassinato da advogada Mércia Nakashima, ex-namorada de Souza. Para o ex-PM, considerado pela polícia o principal suspeito do crime, o delegado Olim o persegue e transformou as investigações em algo pessoal.

 

"O Olim quer se promover politicamente, se transformar em secretário de Segurança Pública. Ele não sai da televisão falando deste caso e fazendo acusações sem fundamento contra mim. O Olim é incompetente. Até agora, ele não conseguiu elucidar o caso", afirmou Souza.

 

O ex-PM voltou a dizer que é inocente e afirmou que não se apresentou à polícia após a Justiça decretar sua prisão por considerá-la "arbitrária". "Sem fundamento, sem nenhuma prova contra mim. O doutor Olim agiu de forma arbitrária comigo. Ele me elegeu como único culpado pelo crime e foi em cima de mim o tempo todo", disse.

 

Souza afirmou ainda que a polícia coagiu o vigia Evandro Bezerra da Silva, preso na semana passada em Sergipe e que afirmou em depoimento que o ex-PM matou Mércia. "O Evandro foi coagido a dizer isso - e no terceiro depoimento. Ele foi induzido pelo delegado. É uma questão de honra para o Olim: ele quer me incriminar de qualquer jeito, mas não vai conseguir porque sou inocente", disse o ex-policial. O delegado não comentou as acusações.

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