Delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo se demite

Nos bastidores, delegados dizem que o governador José Serra estaria descontente com rumos da segurança

10 de setembro de 2007 | 15h38

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo,  Mário Jordão Toledo Leme, pediu demissão do cargo, nesta segunda-feira, alegando razões de "foro íntimo". O seu substituto ainda não foi anunciado pela Secretaria de Segurança Pública - que estuda cinco nomes. O novo delegado-geral será apresentado às 18h15, no prédio da Secretaria de Segurança Pública do Estado.   Oficialmente, a secretaria não confirma nenhum desentendimento entre o delegado demissionário e o integrantes do governo do Estado. Delegados de polícia próximos de Jordão dizem, no entanto, que ultimamente o delegado-geral estava em rota de colisão com o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão. Jordão nega.   As mesmas fontes dizem que o governador José Serra estaria descontente com o desempenho da Segurança Pública do Estado, principalmente por causa das repetidas denúncias de corrupção envolvendo policiais civis.   Durante os nove meses em que ocupou a função, Jordão trouxe para a Polícia Civil alguns métodos de atuação semelhantes aos da Polícia Federal. Foi ele que planejou duas maiores operações da história da polícia paulista - que prenderam cerca de 2 mil pessoas cada uma.

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